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Propósito segundo a Eleição PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Administrator   
23-Apr-2008
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Deus amou a Jacó, ou seja, fez o que lhe era de direito, conferindo a ele o direito de primogenitura. Em momento algum Deus oprimiu a Esaú para que colocasse a venda o direito de primogenitura – Demonstra a santidade de Deus. Em momento algum Deus preferi a Jacó em detrimento de Esaú – Demonstra que Deus não tem ninguém em preferência. Por mais que Esaú buscou reaver o seu direito, não foi possível – Deus não corrompe o direito; as lágrimas não podem subornar aquele que é justo e reto “Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que com lágrimas o buscou” Hb 12:17.

Qual o propósito de Deus?

“Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos” II Tm 1. 9.

O propósito e a graça de Deus são antes de se estabelecer os tempos que se mensura através de unidades de medidas tão exíguos como é o caso do ‘século’ II Pd 3. 8. O propósito foi estabelecido na eternidade e na pessoa de Cristo Jesus. Aqui Paulo falou do tempo em que Deus estabeleceu o seu propósito e por meio de quem ele levou a efeito tal propósito – Jesus Cristo.

“Descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, de tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra” Ef 1. 9- 10.

Qual o propósito, ou qual a vontade de Deus, que nos é revelado em Cristo? O propósito de Deus é o de reunir em Cristo todas as coisas “...tanto as que estão nos céus como as que estão na terra”.

Para este propósito Deus nos fez agradáveis a si por meio de Cristo; perdoou os nossos pecados, nos redimiu etc Ef 1. 3- 10.

Além de congregar em Cristo todas as coisas, o propósito de Deus também inclui a preeminência em tudo “E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência Cl 1. 18”.

Novamente vemos que quando Cristo ressurgiu dentre os mortos, ele se tornou o primogênito de Deus, visto que para alcançarmos a filiação divina nos é necessário nascer de novo. Só a ressurreição em Cristo proporciona esta nova condição ao crente.

“Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito” Zc 12. 10.

O profeta Zacarias lança esclarecimento sobre as duas condições pertinentes a Cristo. Em um futuro próximo Israel olhará para aquele aquém crucificaram da seguinte maneira:

a) Chorarão pelo unigênito de Deus. Este versículo demonstra a divindade de Cristo! Ou seja, chorarão cientes de que crucificaram o filho unigênito de Deus;

b) Da mesma forma chorarão pelo primogênito, pois está é a condição daquele que ressurgiu dentre os mortos.

Morreu na cruz o unigênito filho de Deus! Ressurgiu dentre os mortos o primogênito de Deus, isto porque ele conduz a glória muitos irmãos.

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou” Jo 1. 14 e 18.

“Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos” I Jo 4. 9.

O apóstolo João é enfático ao falar da condição de Cristo:

a) O Filho unigênito revelou e nos fez conhecer o Pai;

b) O Filho foi enviado ao mundo;

c) Foi possível reconhecer que a glória do Pai estava sobre o unigênito.

 

“Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” Rm 8. 29;

“O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação” Cl 1. 15;

“E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência” Cl 1. 18;

“E outra vez, quando introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem” Hb 1. 6;

“E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Aquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados” Ap 1. 5.

 

Paulo é enfático ao falar da primogenitura de Cristo: Ele é o primogênito de toda a Criação!

Mas, para Cristo obter a condição de primogênito, fez-se necessário que muitos irmãos viessem a existência. Como?

Todos aqueles que crêem em Deus e em Cristo conforme diz as escrituras, estes nascem de Deus, e se tornam seus filhos “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” Jo 1. 12- 13.     

“Porque, ainda que foi crucificado por fraqueza, vive, contudo, pelo poder de Deus. Porque nós também somos fracos nele, mas viveremos com ele pelo poder de Deus em vós” II Co 13. 4.

O mesmo poder que trouxer Cristo dentre os mortos é o que opera em nós, os que cremos!

“E qual a sobre excelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder, Que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos, e pondo-o à sua direita nos céus” Ef 1. 18- 19.

O poder de Deus foi manifesto em Cristo, quando da ressurreição dentre os mortos. Este poder é que em nós opera.

Todos estes elementos reunidos nos fazem filhos de Deus e irmãos de Cristo. Desta maneira ele é o primogênito dentre muitos irmãos!

Vimos por meio dos versículos citados acima que Deus aprovou (beneplácito) o propósito que tivera em si de fazer convergir em Cristo todas as coisas. Para isto, o Filho unigênito foi entre por todos nós “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?” Rm 8. 32, e após a ressurreição de Cristo, muitos filhos foram conduzidos a glória “Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e mediante quem tudo existe, trazendo muitos filhos à glória, consagrasse pelas aflições o príncipe da salvação deles” Hb 2. 10.

“(para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama)”

Mas, por que o propósito de Deus é segundo a Eleição?

Paulo estava falando de que maneira se alcança a filiação divina: pela promessa se é contado como descendência de Abraão (filho de Deus). E qual foi a palavra da promessa? “Por este tempo virei, e Sara terá um filho” ; da mesma forma a palavra da promessa foi dita a Rebeca, o que demonstra o propósito de Deus em constituir filhos para si.

Paulo já havia falado do propósito de Deus em alguns versículos anteriores.

Paulo havia demonstrado que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que são chamados (aqueles que amam a Deus) segundo o seu propósito Rm 8. 28. Estes foram predestinados para serem conforme a imagem de Cristo, com o fim último de Cristo ser primogênito Rm 8. 29.

Temos o propósito de Deus de maneira evidente: Cristo ter a preeminência e Deus muitos filhos.

Mas há uma ressalva para tudo isto: o propósito é segundo a eleição!

O texto demonstra a presciência divina: antes de Esaú e Jacó nascerem foi dito a Rebeca que o maior haveria de servir o menor. Mas, o que foi dito a Rebeca não é com base na presciência ou soberania de Deus. O que foi dito a Rebeca é conforme o que está escrito: “Amei a Jacó e aborreci a Esaú”.

Se o que foi dito a Rebeca é conforma Malaquias 1. 2- 3 resta a conclusão: Não há injustiça da parte de Deus!

Observe ainda:

“O maior servirá o menor” é conforme o que está escrito: “Amei a Jacó e aborreci a Esaú”. Que diremos Pois? Que não há injustiça da parte de Deus!

Por quê? Por que na fase: “Amei a Jacó...” está implícito como é o amor de Deus! Ou seja, para compreender a frase: “Amei a Jacó...”, só é possível se considerarmos a relação fraternal de Esaú e Jacó “Não foi Esaú irmão de Jacó? Todavia..”.

 

O propósito de Deus é segundo a eleição

Este tópico nos remete ao início do estudo.

A eleição de Deus é desta forma:

“Não foi Esaú irmão de Jacó? Todavia amei a Jacó e aborreci a Esaú” Ml 1. 2- 3

A eleição do homem é da seguinte maneira:

“E cresceram os meninos, e Esaú foi homem perito na caça, homem do campo; mas Jacó era homem simples, habitando em tendas. E amava Isaque a Esaú, porque a caça era de seu gosto, mas Rebeca amava a Jacó” Gn 25. 27- 28.

O que este dois textos demonstram? Que o amor do homem é tendencioso, segundo preferências pessoais (gosto). Isaque amava Esaú por ele ser caçador. Rebeca amava Jacó por ele habitar em tendas e ser sossegado.

O amor do homem é propenso, inclinado a favorecer aquele que mais o agrada.

E como se dá a escolha de Deus? Com base em seu amor!

Daí surge os três elementos: Deus é santo; não perverte o direito e não faz acepção de pessoas.

Deus amou a Jacó, ou seja, fez o que lhe era de direito, conferindo a ele o direito de primogenitura. Em momento algum Deus oprimiu a Esaú para que colocasse a venda o direito de primogenitura – Demonstra a santidade de Deus. Em momento algum Deus preferi a Jacó em detrimento de Esaú – Demonstra que Deus não tem ninguém em preferência. Por mais que Esaú buscou reaver o seu direito, não foi possível – Deus não corrompe o direito; as lágrimas não podem subornar aquele que é justo e reto “Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que com lágrimas o buscou” Hb 12:17.

Por que Esaú não achou lugar de arrependimento? Porque não há como duas pessoas compartilharem o direito que decorre da primogenitura.

Não podemos confundir: Esaú não achou lugar de arrependimento por não ter como ele reaver o direito de primogenitura. Mas, se ele se arrependesse dos seus pecados, sempre haveria lugar, pois na questão relativo a salvação o que impera é a promessa.

Comentamos a linguagem utilizada por Malaquias e as questões decorrentes do direito de primogenitura. O próximo passo é comentarmos o direito e a herança.  

“E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” Rm 8. 17.

A nossa análise inicia-se com a argumentação paulina: “...se nós somos filhos...”. Vimos que antes mesmo de haver mundo Deus aprovou o seu próprio propósito de estabelecer a preeminência de seu Filho; para isso foi introduzido o Unigênito do Pai no mundo, que após ser entregue e morto em prol da humanidade, ressurgiu e se assentou a destra de Deus.

O filho de Deus retornou a sua glória, aquela que Ele possuía antes mesmo de haver mundo conduzindo muitos filhos a glória de Deus, e alcançou a condição de primogênito dentre os mortos, visto que todos os seus irmãos ressurgem dentre os mortos com ele.

Resumindo: o direito de primogenitura decorre de um propósito eterno em Deus.

“E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” Rm 8. 17.

A nossa análise inicia-se com a argumentação paulina: na: “...se nós somos filhos...”.

Vimos que antes mesmo de haver mundo Deus aprovou o seu próprio propósito de estabelecer a preeminência de seu Filho; para isso foi introduzido o Unigênito do Pai no mundo, que após ser entregue e morto em prol da humanidade, ressurgiu e se assentou a destra de Deus.

O filho de Deus retornou a sua glória, aquela que Ele possuía antes mesmo de haver mundo, conduzindo muitos filhos à glória de Deus, e alcançou a condição de primogênito dentre os mortos, visto que todos os seus irmãos ressurgem dentre os mortos com Ele “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse” Jo 17. 5;

Resumindo: o direito de primogenitura decorre de um propósito eterno em Deus.

“E perguntou-lhe um certo príncipe, dizendo: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna?” Lc 18. 18.

Este jovem rico ao abordar a Jesus foi bem específico em suas palavras. Que hei de fazer? A preocupação da humanidade é sobre o que se deve ou não fazer para se obter a vida eterna “Disseram-lhe, pois: Que faremos para executarmos as obras de Deus?” Jo 6. 28.

A resposta de Jesus é satisfatória: “Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou” Jo 6. 29.

Não há o que o homem procure fazer ou que abstenha em fazer que possa dar-lhe direito a vida eterna. Ao homem isto é impossível, mas a Deus tudo é possível.

Mas, por que o jovem rico utiliza a palavra ‘herdar’ para fazer referência a vida eterna. Observe que muitos outros versículo refere-se a vida eterna com o termo ‘herdar’:

“Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus?” I Co 6. 9;

“E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção” I Co 15. 50.

“Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” Hb 1. 14.

Com base nestes versículos podemos afirmar que só obtém a salvação aquele que adquire o direito.

Como foi visto, a primogenitura é um direito. Jesus ao ressurgir dentre os mortos tornou-se o primogênito dentre os mortos Cl 1. 18.

Em contra partida, muitos irmãos ressurgiram com Ele e passaram a ter direito a herança dos santos na luz I Pd 1. 3; Cl 1. 12.

Desta forma entendemos a colocação do apóstolo Paulo: se nós somos filhos, somos logo herdeiros também! A condição de filho confere aos crentes o direito.

“Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa” Hb 11. 9.

O direito que Deus confere é por peio da fé, não por obras.

Observe que a promessa foi dada a Abraão, e Isaque e Jacó passou a ser herdeiros com o patriarca Abraão.

Pergunto novamente:

Deus amou mais a Jacó do que Esaú? Não!

Jacó era melhor que Esaú diante de Deus? Não!

Jacó foi amado de Deus por ter fé? Não!

A fé de Abraão na promessa realizada por Deus conferiu a seus herdeiros direitos. Jacó foi abençoado por ter o direito de primogenitura, e não por ter tido fé em Deus.

Como? Não devemos ter fé para alcançarmos a salvação?

Explico! Em Gênesis temos uma narração de suma importância para entendermos o que é direito e o que é por fé:

“E estas são as gerações de Terá: Terá gerou a Abrão, a Naor, e a Harã; e Harã gerou a Ló. E morreu Harã estando seu pai Terá ainda vivo, na terra do seu nascimento, em Ur dos caldeus. E tomaram Abrão e Naor mulheres para si: o nome da mulher de Abrão era Sarai, e o nome da mulher de Naor era Milca, filha de Harã, pai de Milca e pai de Iscá. E Sarai foi estéril, não tinha filhos. E tomou Terá a Abrão seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã, e habitaram ali. E foram os dias de Terá duzentos e cinco anos, e morreu Terá em Harã” Gn 11. 27- 32.

O livro de Gênesis enumera as gerações até chegar em Abrão. O livro de Gênesis demonstra que Abrão morava em uma terra pagã, em Ur dos Caldeus.

Quando Deus convocou Abrão, ele era gentio “E fosse pai da circuncisão, daqueles que não somente são da circuncisão, mas que também andam nas pisadas daquela fé que teve nosso pai Abraão, que tivera na incircuncisão” Rm 4. 12.

Abraão estava em meio a sua parentela, quando Deus disse: “Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” Gn 12. 1- 3.

Abraão tinha algum direito diante de Deus? Não! Mas, quando Deus prometeu que lhe abençoaria, caso ele saísse do meio de sua parentela para uma terra que ainda seria mostrada, surgiu a possibilidade de direitos por parte de Abraão.

Quando Abraão partiu conforme o que o Senhor lhe falará, Abraão passou a ter direito segundo o que lhe foi prometido.

Houve a promessa da parte de Deus, e depois a ação de Abraão em obedecer. Com a simples ação de sair do meio de sua parentela Abraão adquiriu direito perpetuo para a sua descendência, visto que a promessa incluía uma grande nação.

Posteriormente Deus faz outra promessa concernente a um filho para Abraão, e ele creu:

“E creu ele no SENHOR, e imputou-lhe isto por justiça” Gn 15 . 6.

Quando Abraão saiu do meio da sua parentela, ele adquiriu direito a uma possessão terrena para a sua descendência. Quando ele creu em Deus, ele adquiriu uma pátria celestial.

De sorte que, aqueles que crêem em Cristo são participantes da esperança celestial “De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão” Gl 3. 9.

Como Deus na faz acepção de pessoas, todos aqueles que crêem conforme a fé que teve o Pai Abraão, estes serão benditos.

Ter fé como Abraão não dá direito a ninguém a promessa de ser uma grande nação, visto que esta promessa é exclusiva a Abraão e aos seus filhos: Isaque, Jacó, etc.

É certo que com Cristo padecemos (já morremos com Cristo). É certo que com Cristo já fomos glorificados (já ressurgimos com Cristo uma nova criatura). O ser glorificado em Romanos oito, dezessete, é diferente da glorificação futura.

“...se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” Rm 8. 17.

Se temos a certeza que padecemos com Cristo (mesmo não tendo subido ao madeiro cruento dos romanos), segue-se que Jesus ressurgiu dentre os mortos, glorificado, e nós ressurgimos com ele (mesmo que não alcançamos a glorificação futura).

“E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” Rm 8. 17.

Como é certo que padecemos com Cristo e ressurgimos com Ele, também é certo que passamos a ter direito a herança dos santos na luz. Ter direito a herança dos santos só é possível após adquirir a filiação divina.

A nova criatura é herdeira de Deus e co-herdeira com Cristo. Cristo, o primogênito, e nós somos os irmãos que possuem o direito a herdar de Deus (na luz) “Enquanto tendes luz, crede na luz, para que sejais filhos da luz. Estas coisas disse Jesus e, retirando-se, escondeu-se deles” Jo 12. 36. “Dando graças ao Pai que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz” Cl 1. 12.

João expõe uma verdade declarada por Cristo: Enquanto eles (a multidão) tinham a Cristo, deveriam crer nele, e então seriam filhos de Deus (da luz). Imediatamente após crerem em Cristo, os cristãos já eram idôneos para participar da herança dos santos.

Para aqueles que crêem em Cristo não é necessário esperar para ser participante da herança dos santos. Paulo demonstra que Deus já nos fez idôneos. O novo homem nasce de Deus pleno e de posse de direitos que lhe confere uma herança em Deus (....herança dos santos na luz).

“Por isso, querendo Deus mostrar mais abundantemente a imutabilidade do seu conselho aos herdeiros da promessa, se interpôs com juramento” Hb 6. 17.

A promessa confere ‘direitos’. Promessa e direito estão intimamente vinculados. Não há como se estabelecer uma promessa sem criar um direito.

A promessa é graça. É dom gratuito por parte de quem a estabelece.

“Porque, se a herança provém da lei, já não provém da promessa; mas Deus pela promessa a deu gratuitamente a Abraão” Gl 3. 18.

O direito a herança foi dado gratuitamente por Deus a Abraão por meio da promessa. Não houve qualquer exigência ou condição a se satisfeita por Abraão que lhe fosse conferido o prometido.

O fato de Abraão ter saído do meio de sua parentela, acatando a ordem divina, não é o que lhe conferiu o direito a herdar de Deus. Antes, o direito foi conferido por meio da promessa.

“Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção” Gn 12. 1- 2.

Na promessa realizada por Deus a Abraão não há uma condição sequer a ser realizada por Abraão. Nos versículos anteriores temos uma ordem e uma promessa. Com efeito, Abraão saiu de sua parentela e levou consigo o seu sobrinho Ló, o que não invalidou a promessa.

“...todavia amei a Jacó, e odiei a Esaú”

Até este ponto foi analisado parte da declaração: “...amei a Jacó...”.

Analisaremos, agora, o restante da declaração: “...e odiei a Esaú”.

Como foi visto até agora, Deus não faz acepção de pessoas, ou seja, Ele ama a todos indistintamente.

O amor de Deus é narrado por Cristo desta forma:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” Jo 3. 16.

Deus amou o mundo, e não algumas pessoas em específico. Deus não tem ninguém em preferência e faz justiça a todos sem distinção.

Mas, e a declaração: “...odiei a Esaú”?

Passemos a analisar a frase:

“...todavia amei a Jacó, e odiei a Esaú”

Outra tradução reza o seguinte:

“...todavia amei a Jacó, porem aborrecia a Esaú“

Londres: Trinitarian Bible Society, 7 Bury Place, W.C.I.; 1948

Como entender a declaração acima?

Conforme o que já estudamos, Deus amou a Jacó, ou seja, Deus agiu conforme o que era de direito a Jacó. Mesmo Jacó e Esaú sendo irmãos, Deus não teve nenhum dos dois em preferência, antes se ateve a fazer o que era de direito a Jacó.

Nisto se revela o amor de Deus: Ele é santo, não faz acepção de pessoas e não perverte o que é de direito.

Como ler a frase acima?

“Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor (...) E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele” Jo 4. 8 e 16.

A bíblia é clara: Deus é amor! É possível existir o ódio naquele que é amor eterno? Há dois sentimentos em Deus: amor e ódio? 

Sabemos que Deus amou o mundo antes mesmo que houvesse mundo. Sabemos que Jesus é cordeiro de Deus morto desde a fundação do mundo, o que demonstra o amor de Deus.

“O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” II Pe 3. 9.

“Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” I Tm 2. 4.

É um contra senso admitir que em Deus haja ódio. Visto que antes mesmo de trazer a existência as suas criaturas, ele já havia providenciado salvação poderosa para todos. O amor de Deus é demonstrado antes mesmo de haver mundo.

Todos os atos, todos os feitos contínuos de Deus foram feitos em amor. Todas as suas criaturas, e não importa a condição na qual elas estejam, são alvos doa amor de Deus.

“Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” Rm 5. 8.

A pior condição do homem diante de Deus só consegue evidenciar o seu imenso cuidado e amor para com suas criaturas. Deus é amor eterno, e não há qualquer base para inferirmos que Deus tenha tido ódio de alguém.

  • Verificando as traduções bíblicas, a correta é aquela que reza da seguinte forma: “Todavia amei a Jacó e a Esaú aborreci”.  A frase CORRETA e aquela que adota a palavra ‘ABORRECI’ em lugar do ‘ODIEI’;
  • Só há uma ação divina demonstrada na frase: o amor. A frase não demonstra duas ações ou sentimentos em Deus. Deus amou a Jacó da mesma forma que Deus ama a toda humanidade. Caso Esaú tivesse o direito de primogenitura, Deus haveria de fazer frente ao que lhe era de direito;
  • A segunda parte da frase é conseqüência do ato realizado na primeira parte: Por Deus ter amado Jacó (dado o que era de direito a Jacó), como conseqüência direta Esaú ficou aborrecido.

 

A frase não demonstra que Deus estava aborrecido com Esaú. Caso Deus tivesse aborrecido com Esaú, a frase seria da seguinte forma: “Ameia a Jacó e me aborreci de Esaú”. No entanto, Malaquias demonstra que Deus amou a Jacó e o ato de dar o que era de direito a Jacó deixou Esaú aborrecido.

Onde há outro fato semelhante ao de Esaú na bíblia?

“E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim, e disse: Alcancei do SENHOR um homem. E deu à luz mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. E aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR. E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta. Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante. E o SENHOR disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar. E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou” Gn 4. 1- 8.

Todos os aspectos analisados até aqui são aplicáveis a Caim e Abel. Deus atentou para a oferta de Abel e isto causou um sentimento pernicioso em Caim. Tal sentimento não há em Deus e tão pouco Deus influenciou a Caim para ter tal sentimento.

Deus atentou para Abel e, em conseqüência, Caim ficou aborrecido. Da mesma maneira, Deus fez o que era de direito a Jacó, dando lhe a bênção, fato este que levou Esaú a ficar aborrecido.

Compare a narrativa do que ocorreu com Esaú e com Caim:

“Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante. E o SENHOR disse a Caim: Por que te iraste?”

“E Esaú odiou a Jacó por causa daquela bênção, com que seu pai o tinha abençoado; e Esaú disse no seu coração: Chegar-se-ão os dias de luto de meu pai; e matarei a Jacó meu irmão” Gn 27. 41.

A bênção que Deus dera a Jacó deu causa ao ódio no coração de Esaú. Diante desta semelhança entre o que ocorreu com Caim e Esaú, verifica-se que por Deus ter dado o que era de direito a Jacó, Esaú se aborreceu.

Ao demonstrar o seu amor, que é conforme a justiça, Deus deu o que era de direito a Jacó e conseqüentemente aborreceu a Esaú.

Voltemos ao texto de Malaquias:

“Eu vos tenho amado, diz o SENHOR. Mas vós dizeis: Em que nos tem amado? Não era Esaú irmão de Jacó? disse o SENHOR; todavia amei a Jacó, E odiei a Esaú; e fiz dos seus montes uma desolação, e dei a sua herança aos chacais do deserto. Ainda que Edom diga: Empobrecidos estamos, porém tornaremos a edificar os lugares desolados; assim diz o SENHOR dos Exércitos: Eles edificarão, e eu destruirei; e lhes chamarão: Termo de impiedade, e povo contra quem o SENHOR está irado para sempre” Ml 1. 1- 5

Recapitulando: Por intermédio de Malaquias Deus anuncia ao povo de Israel o seu amor. Israel por sua vez retruca: “Em que nos tem amado?”. Como prova de seu amor, Deus apresenta o argumento seguinte: “Não era Esaú irmão de Jacó? Todavia amei a Jacó e aborrecia Esaú”.

Uma prova contundente do amor de Deus para com Israel está na comparação entre o que ocorreu com Jacó e Esaú, e por semelhança entre o que estava ocorrendo com Israel e o que ocorreu com os idumeus: “...e fiz dos seus montes uma desolação, e dei a sua herança aos chacais do deserto”.

A desolação dos idumeus foi causada por Deus. O que pertencia ao povo descendente de Esaú foi dado aos chacais do deserto e não aos seus filhos.

Alguém pode estar se perguntando: onde está o amor de Deus nesta declaração?

Observe que Israel, a despeito dos seus pecados, ainda existia como nação, e os idumeus não.

Já os idumeus acabaram destruídos devido aos seus pecados.

O que fez Israel e os idumeus ter tratamento diferente perante Deus?

A promessa feita por Deus a Abraão é a resposta. O que determina o amor (o cuidado) de Deus para com Israel é a promessa de Deus aos pais.

Deus havia prometido a Abraão que dele faria uma grande nação, e o fato de Deus cumprir cabalmente a sua promessa demonstra o seu amor. Se não fosse a promessa de Deus feita aos patriarcas, há muito Israel teria se tornado em uma desolação.

 

A promessa de Deus é que tornou Edom e Israel diferentes.

O que Deus disse a Abraão? “Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” Gn 12. 1- 3.

Deus havia prometido a Abraão que dele faria uma grande nação e que todos que amaldiçoassem a Israel seriam amaldiçoados. O que os idumeus fizeram que acabou por determinar maldição sobre eles?

Quase no fim da peregrinação do povo de Israel pelo deserto, fez-se necessário ao povo de Israel passar pelos termos de Edom. Moisés enviou mensageiros ao rei de Edom pedido que deixasse o povo de Israel passar por suas terras com as palavras seguintes: “Depois Moisés, de Cades, mandou mensageiros ao rei de Edom, dizendo: Assim diz teu irmão Israel: Sabes todo o trabalho que nos sobreveio...” Nm 20. 41.

E qual foi a resposta dos ‘irmãos’ idumeus? “Porém Edom lhe disse: Não passarás por mim, para que eu não saia com a espada ao teu encontro (...) Porém ele disse: Não passarás. E saiu-lhe Edom ao encontro com muita gente, e com mão forte (...) Assim recusou Edom deixar passar a Israel pelo seu termo; por isso Israel se desviou dele” Nm 20. 18- 21.

O salmista lembra o comportamento dos idumeus no passado “Lembra-te, SENHOR, dos filhos de Edom no dia de Jerusalém, que diziam: Descobri-a, descobri-a até aos seus alicerces” Sl 137. 7.

O profeta Ezequiel é mais esclarecedor acerca do peso do Senhor contra os idumeus:

“Assim diz o Senhor DEUS: Porquanto Edom se houve vingativamente para com a casa de Judá, e se fez culpadíssimo, quando se vingou deles; Portanto assim diz o Senhor DEUS: Também estenderei a minha mão sobre Edom, e arrancarei dela homens e animais; e a tornarei em deserto, e desde Temã até Dedã cairão à espada. E exercerei a minha vingança sobre Edom, pela mão do meu povo de Israel; e farão em Edom segundo a minha ira e segundo o meu furor; e conhecerão a minha vingança, diz o Senhor DEUS” Ez 25. 12- 14.

Há uma grande diferença entre a idéia que se infere da palavra ódio e das palavras como ira, furor e vingança Hb 10. 30.

Observe novamente a declaração de amor de Deus:

“O SENHOR não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vós éreis menos em número do que todos os povos; Mas, porque o SENHOR vos amava, e para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o SENHOR vos tirou com mão forte e vos resgatou da casa da servidão, da mão de Faraó, rei do Egito. Saberás, pois, que o SENHOR teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos. E retribui no rosto qualquer dos que o odeiam, fazendo-o perecer; não será tardio ao que o odeia; em seu rosto lho pagará” Dt 7. 7- 9.

O texto de Deuteronômio demonstra que Israel foi escolhido por que Deus os amava, ou seja, para cumprir o juramento feito a Abraão.

Alguém que no futuro observasse o número de pessoas que integrava a nação de Israel poderia considerar que Deus havia escolhido a Israel para amá-los em decorrência da quantidade de israelitas. Deus demonstra o contrário: “...éreis menos em número do que todos os povos”.

Note que o amor de Deus é interligado a atributos como a fidelidade e justiça. Ele fez aliança com Abraão, e a fidelidade de Deus resulta em misericórdia.

A soberba poderia subir ao coração do povo caso considerassem que a riqueza que adquiriram era resultado de esforço próprio. Deus alerta:

“E digas no teu coração: A minha força, e a fortaleza da minha mão, me adquiriu este poder. Antes te lembrarás do SENHOR teu Deus, que ele é o que te dá força para adquirires riqueza; para confirmar a sua aliança, que jurou a teus pais, como se vê neste dia” Dt 8. 17- 18.

Tudo o que o povo de Israel haveria de conquistar era resultado direito do amor de Deus, que é segundo a aliança estabelecida com Abraão.

Eles adquiriam a terra prometida por meio da promessa feita a Abraão, e não como conseqüência de atos ‘justos’: “Sabe, pois, que não é por causa da tua justiça que o SENHOR teu Deus te dá esta boa terra para possuí-la, pois tu és povo obstinado” Dt 9. 4.

O amor de Deus para com o povo de Israel é com base nos termos seguintes:

“Então se acendeu a ira do SENHOR contra o seu povo, de modo que abominou a sua herança. E os entregou nas mãos dos gentios; e aqueles que os odiavam se assenhorearam deles. E os seus inimigos os oprimiram, e foram humilhados debaixo das suas mãos. Muitas vezes os livrou, mas o provocaram com o seu conselho, e foram abatidos pela sua iniqüidade. Contudo, atendeu à sua aflição, ouvindo o seu clamor. E se lembrou da sua aliança, e se arrependeu segundo a multidão das suas misericórdias. Assim, também fez com que deles tivessem misericórdia os que os levaram cativos” Sl 106. 40- 46.

O povo de Israel ao se queixarem de Deus não atinavam que estavam se  queixando dos seus próprios pecados. Isto porque os afligidos haviam provocado a ira de Deus, e foram “...abatidos pela sua iniqüidade” Sl 106. 43.

A causa de Israel não ter sido consumido e sempre restar um remanescente do povo é porque Deus não se esquece de sua aliança.

“Lembrou-se da sua aliança, e compadeceu-se, segundo a grandeza do seu amor” Sl 106. 45.

“E os vossos olhos o verão, e direis: O SENHOR seja engrandecido além dos termos de Israel” Ml 1. 5.

Este versículo encerra o primeiro ciclo de perguntas e respostas.

É característica própria do livro de Malaquias apresentar um enunciado profético para o futuro de Israel ao fim de cada ciclo de perguntas e respostas.

Do versículo 1 ao 4, Malaquias faz referência ao tempo presente do povo. Já o versículo 5 remete a um futuro em que o povo de Israel haverão de ver o Senhor.

Esta característica do livro de Malaquias faz com que o livro contenha pequenos enunciados proféticos e complementares à mensagem principal. Característica que difere totalmente dos outros livros proféticos.

Observe a relação que há entre o versículo 5 e 11:

“Mas desde o nascente do sol até ao poente é grande entre os gentios o meu nome; e em todo o lugar se oferecerá ao meu nome incenso, e uma oferta pura; porque o meu nome é grande entre os gentios, diz o SENHOR dos Exércitos” (v. 11).

“E os vossos olhos o verão, e direis: O SENHOR seja engrandecido além dos termos de Israel” (v. 5).

Os dois versículos remetem ao futuro de Israel e falam da condição que se estabelecerá entre Deus e os gentios.

Falaremos destas profecias em um próximo comentário.

Resumindo a declaração de amor que Deus fez ao povo de Israel.

Não foram as ações de Esaú ou Jacó que determinaram o amor de Deus; É certo que o amor de Deus abrange a todos os homens, visto que ele faz justiça a todos.

Deus não tem preferência por suas criaturas, visto que:

a) Ele não faz acepção de pessoas;

b) É santo, e;

c) Deus não aceita suborno, ou seja, não corrompe o que é de direito.

Após as analises apresentadas, fica o alerta: ao ler a bíblia devemos nos inteirar da linguagem utilizada pelos escritores. Citações do Antigo Testamento no Novo Testamento devem ser interpretadas conforme a idéia básica apresentada no Antigo Testamento.

Atualizado em ( 29-Oct-2008 )
 
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