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O Peso do Senhor PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Administrator   
23-Apr-2008

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A mensagem do livro é especifica para Israel, mas alguns dos aspectos da mensagem demonstram de que maneira Deus se relaciona com suas criaturas.  A mensagem é especifica a Israel, mas a maneira que Deus se relaciona com suas criaturas é pertinente a todos os homens.

1 Peso da palavra do SENHOR contra Israel, por intermédio de Malaquias.
2 Eu vos tenho amado, diz o SENHOR. Mas vós dizeis: Em que nos tem amado? Não era Esaú irmão de Jacó? disse o SENHOR; todavia amei a Jacó,
3 E odiei a Esaú; e fiz dos seus montes uma desolação, e dei a sua herança aos chacais do deserto.
4 Ainda que Edom diga: Empobrecidos estamos, porém tornaremos a edificar os lugares desolados; assim diz o SENHOR dos Exércitos: Eles edificarão, e eu destruirei; e lhes chamarão: Termo de impiedade, e povo contra quem o SENHOR está irado para sempre.
5 E os vossos olhos o verão, e direis: O SENHOR seja engrandecido além dos termos de Israel.

 

Pouco se sabe a respeito deste servo do Senhor, mas as profecias que Malaquias entregou ao povo de Israel nos dizem muito!

As profecias que foram entregue por ele nos dizem muito porque nelas estão descrita a maneira pela qual Deus se relaciona com suas criaturas.

Outra característica do livro de Malaquias que é importante observar são os parâmetros que o livro nos permite traçar e destacar quanto a interpretação bíblica. 

 

Característica do Livro

O livro é um misto de perguntas e respostas diretas.

Em cada ciclo de perguntas e respostas temos uma idéia central a ser analisada. Neste primeiro ciclo a idéia em destaque é o amor de Deus para com o seu povo Israel.

As perguntas e respostas apontam para o presente. O ‘agora’ do escritor e dos destinatários. Elas fazem referência a alguns elementos do passado, mas a aplicabilidade dos ensinos é para o momento em que o profeta está passando a mensagem presente Ex: Ml 1. 2- 4.

Em todos os ciclos de perguntas e respostas encontramos uma profecia que aponta para um futuro distante, e que serve de consolo àqueles que receberam de bom grado o peso do Senhor Ex: Ml 1. 5.

Para interpretar o livro de Malaquias, precisamos nos socorrer das referências feitas no novo testamento, e das citações de certos personagens que o escritor faz.

Ao lermos a passagem: “Amei a Jacó, e aborreci a Esaú”, devemos verificar os elementos que compõe a história de Esaú e Jacó, sem no esquecermos das referências e aplicabilidade feita pelos apóstolos no novo testamento.

Este é o nosso objetivo, encontrar a idéia que as passagens procuram transmitir.

 

A Sentença

Peso da palavra do SENHOR contra Israel, por intermédio de Malaquias (Malaquias 1: 1)

O livro de Malaquias contém várias sentenças proferidas por Deus repreendendo o povo de Israel.

O público alvo deste livro é o povo de Israel. Eles eram os destinatários exclusivos da mensagem divina quanto ao peso.

Deus usou o profeta Malaquias para entregar uma mensagem contra Israel.

Diante desta característica do livro se faz necessário um cuidado maior quanto a interpretação das mensagens nele contida.

É necessário a quem interpreta o livro observar estes aspectos, pois eles delineiam o caminho para uma interpretação segura.

Observe: A mensagem do livro é especifica para Israel, mas alguns dos aspectos da mensagem demonstram de que maneira Deus se relaciona com suas criaturas.  A mensagem é especifica a Israel, mas a maneira que Deus se relaciona com suas criaturas é pertinente a todos os homens.

Através da mensagem entregue pelo profeta é possível compreendermos em que se baseia o amor de Deus.

“Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Oséias 6: 3)

 

O povo

Israel, alvo da mensagem.

É o povo escolhido por Deus para fazer conhecido o seu nome a todas as nações. Como nação foi escolhida para a importante missão de demonstrar o maravilhoso nome de Deus a todos os homens.

Por intermédio do povo de Israel Deus revelou poderosa salvação a todos os homens.

Paulo demonstrou aos cristãos em Roma que ao povo de Israel (a nação) foi dado a lei, o culto, as promessas, os patriarcas e Cristo Jesus segundo a carne Rm 9. 3- 4.

A escolha de Israel não foi para promover a salvação individual de cada homem desta nação, ou seja, a escolha da nação de Israel não é comparável à missão da igreja.

Por Deus agir de forma poderosa ao tirar o povo do Egito, conduzindo-o pelo deserto, Israel tornou-se conhecido a todos os povos.

Os grandes feitos realizados por Deus em prol de Israel tornou conhecido o nome do Deus de Israel Ex 14. 17- 19; 15. 14.

Esta foi a missão pela qual o povo de Israel foi escolhido em meio a outras nações Dt 7. 7. Um homem torna-se uma nação através do cuidado especial do seu Deus.

“E correu de ti a tua fama entre os gentios, por causa da tua formosura, pois era perfeita, por causa da minha glória que eu pusera em ti, diz o Senhor DEUS” Ez 16. 14. 

Israel era e continuará sendo o povo de Deus com uma missão específica.

Mas a escolha para a missão não proporcionou salvação aos israelitas Rm 9. 6.

Para alcançarem a salvação de Deus os israelitas deviam crer na mensagem apregoada pelos seus profetas.

E qual era a mensagem apregoada desde Moisés, que é essencial a salvação individual?

“Circuncidai, pois, o prepúcio do vosso coração, e não mais endureçais a vossa cerviz” (Deuteronômio 10: 16)

 

Recapitulando: Observe que Deus escolheu e tirou Israel do Egito, mas logo em seguida, quase todos aqueles que tinham acima de 20 anos acabaram perecendo no deserto! O salmista bem retrata este quadro no salmo 78:

 

“Não refrearam o seu apetite. Ainda lhes estava a comida na boca, Quando a ira de Deus desceu sobre eles, e matou os mais robustos deles, e feriu os escolhidos de Israel. Com tudo isto ainda pecaram, e não deram crédito às suas maravilhas. Por isso consumiu os seus dias na vaidade e os seus anos na angústia” Sl 78. 30- 33.

 

Deus feriu no deserto os escolhidos de Israel. Seriam os escolhidos para a salvação? Não! Deus feriou os escolhidos que executavam a importante missão de fazer conhecido o nome do Senhor.

Se a escolha de Deus fosse para promover a salvação eterna de todos que saíram do Egito, eles não teriam sido consumidos no deserto “...pois não creram em Deus, nem confiaram na sua salvação” Sl 78. 22.

A salvação de Deus não foi dada à nação, mas para alcançá-la bastava ao povo darem ouvido a voz do Senhor: “Circuncidai, pois, o prepúcio do vosso coração..”. 

Após esta breve análise verifica-se que a sentença de Deus proferida por Malaquias contra Israel tem como objetivo repreender a nação, visto que a nação toda havia se distanciado da presença do Senhor.

Por isso o livro inicia-se assim: “Peso da palavra do Senhor contra Israel...” A sentença é especifica ao povo de Israel, pois todos se desviaram cada um após os seus próprios caminhos.

“...também estes escolhem os seus próprios caminhos, e a sua alma se deleita nas suas abominações” Is 66. 3.

 

Resumindo: Israel foi escolhido para a missão de tornar conhecido o nome de Deus a todos os povos, mas a salvação de Deus só é alcançada individualmente por meio da fé Sl 78. 22.

 

O motivo do peso do Senhor

É histórica a obstinação do povo de Israel em não atender o seu Deus. Desde que foram tirados do Egito, o povo sempre oscilou em seus caminhos perante o Senhor.

Parecia um ciclo vicioso: o povo pecava, Deus os repreendia e eles se arrependiam “Porque conheço a tua rebelião e a tua dura cerviz; eis que, vivendo eu ainda hoje convosco, rebeldes fostes contra o SENHOR; e quanto mais depois da minha morte?” Dt 31:27.

O peso, ou a sentença de Deus para um determinado povo, geralmente é proferido quando a medida de transgressão de um povo é completa.

O povo de Israel se arrependia quando estava em dificuldade, mas o livro de Malaquias evidencia um novo comportamento do povo frente a mensagem divina.

Eles deixaram de considerar os seus pecados, e passaram a questionar a mensagem entregue pelos seus profetas.

O peso do Senhor é contra a condição pecaminosa que estavam e por passarem a questionar a mensagem do Senhor.

O povo restaurado do cativeiro tornou-se mais reclusos em seus pecados. Este é o motivo do peso do Senhor. 

Verificamos que a mensagem de Deus é específica ao povo de Israel e que só alguns aspectos da mensagem dizem respeito a toda humanidade. Verificamos também que Israel foi comissionado para uma missão, o que não dá direito a salvação.

Por último, nos inteiramos do motivo pelo qual Deus declara a sua sentença contra Israel.

 

Deus declara o seu amor

Os cinco primeiros versículos do livro de Malaquias tratam especificamente do amor de DEUS para com o seu povo.

A mensagem do livro destina-se ao povo de Israel, mas como o amor de Deus também é direcionado a toda humanidade, estes cinco versículos nos ajudarão a compreender alguns aspectos deste amor.

No novo testamento lemos o seguinte:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” Jo 3. 16.

Do livro de Malaquias extraímos a seguinte afirmação:

“Eu vos tenho amado, diz o SENHOR” Ml 1. 2.

Analisaremos a declaração de amor que Deus fez ao povo de Israel com base no versículo seguinte:

“Agora, pois, seja o temor do SENHOR convosco; guardai-o, e fazei-o; porque não há no SENHOR nosso Deus iniqüidade nem acepção de pessoas, nem aceitação de suborno” II Cr 19. 7.

Este versículo nos revela três verdades que são imutáveis. Se estas verdades são inalteradas, elas servem de base para a nossa análise.

Em Deus não há:

a) Pecado, pois Ele é santo;

b) Acepção de pessoas;

c) Ele não aceita suborno (não corrompe o direito).

Deus é santo, pois a ninguém oprime. Ou seja, Deus não pode ser tentado pelo mal “Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta” Tg 1. 13.

É nestes termos que se revela a santidade de Deus: apesar de sua soberania, Deus não oprime as suas criaturas.

Segue-se que este princípio refere-se a todos, pois ele não faz acepção de pessoas. Independente de origem, raça, nação, comportamento, etc. Deus não faz acepção. Trata a todos de igual modo.

É da natureza divina a retidão, a justiça e o juízo. Deus não corrompe o direito de ninguém, e aliado a isso, ele não faz acepção de pessoas.

Estas são verdades eternas que não podem ser mudadas. Não importa o povo a época, as pessoas, o comportamento dos homens, por que: Deus não faz acepção de pessoas, e ama a todos os homens.

Da mesma maneira que Deus ama a todos os homens indistintamente, Deus amava a cada um dos integrantes do povo de Israel Dt 4. 37; 7. 7- 8; 10. 15; 23. 5.

Este é o primeiro parâmetro que utilizaremos para analisar a afirmação de Deus: “Eu vos tenho amado...”.

Da mesma forma que Deus amou ao povo de Israel, ele amou o mundo, isto porque ele não faz acepção de pessoas. Precisaremos deste raciocínio para interpretar o restante do texto.

A afirmação de Deus é categórica ao povo de Israel: “Eu vos tenho amado”. Esta afirmação não pode ser tomada de forma relativa, ou de maneira parcial. O amor de Deus é pleno conforme Ele mesmo afirma.

 

A queixa de um povo

Esta foi a resposta leviana do povo: “Em que nos tem amado?” Ml 1. 2.

É plausível a pergunta do povo de Israel?

Uma nação decadente como conseqüência direta de seus pecados pergunta sem ao menos observar os grandes feitos de Deus no passado.

“Oh geração! Considerai vós a palavra do SENHOR: Porventura tenho eu sido para Israel um deserto? Ou uma terra da mais espessa escuridão? Por que, pois, diz o meu povo: Temos determinado; não viremos mais a ti?” Jr 2. 31

 

A declaração de amor que Deus fez ao povo é uma resposta às queixas constantes do povo de Israel. Eles constantemente diziam: “Em que nos amaste?” Com esta pergunta o povo queria que fosse revelado onde Deus demonstrou o seu amor, visto que a condição do povo era miserável e deprimente frente às outras nações.

A queixa constante “Em que nos amastes” é que traz a declaração divina: “Eu vos amei, diz o Senhor”.

 

Deus dá provas do seu amor

A pergunta: “Não era Esaú irmão de Jacó? Disse o SENHOR” nos dá os elementos essenciais para compreendermos o amor de Deus para com o homem.

Da relação fraternal entre Esaú e Jacó destacamos os seguintes elementos que devem ser analisados:

1. Esaú e Jacó: filhos de Isaque;

2. Ambos nasceram milagrosamente;

3. Eram gêmeos;

4. A primogenitura;

5. A linguagem utilizada.

Só é possível compreendermos a prova de amor que Deus apresenta após analisarmos minuciosamente estes cinco elementos que existem na relação fraternal de Esaú e Jacó. 

 

A história

Deus prometeu a Abraão que dele faria uma grande nação e que nele seriam benditas todas as nações da terra “E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra!” Gn 12. 2- 3.

Apareceu o Senhor novamente e prometeu a Abraão que a sua semente daria as terras de Canaã “E apareceu o SENHOR a Abrão, e disse: À tua descendência darei esta terra. E edificou ali um altar ao SENHOR, que lhe aparecera” Gn 12. 7.

Até aqui Deus prometeu a Abraão que dele seria feito uma grande nação, que eles possuiriam a terra de Canaã e que de Abraão todas as famílias da terra seriam benditas.

Mas, algo preocupava Abraão: ele não tinha filhos.

Ele questionou o Senhor: “O Senhor Deus, o que me darás, se continuo sem filhos?” Gn 15. 2.

Abraão apresentou o seu servo damasceno Eliézer como solução por não ter um filho, foi então que Deus prometeu: “...aquele que das tuas entranhas sair será o teu herdeiro”. Abraão creu, e isto foi lhe imputado como justiça.

Por que a fé de Abraão foi lhe imputada como justiça?

A explicação é simples: Se Abraão creu que Deus é poderoso para dar-lhe o que prometeu (neste caso um filho de suas entranhas), é porque ele cria na providência divina. Como a salvação nada mais é do que a providência divina a toda humanidade, Abraão foi justificado.

Logo em seguida, Sara, a mulher de Abraão, quis ter um filho por meio da sua escrava egípcia, Hagar. Foi quando nasceu Ismael.

Novamente Deus aparece e reitera as suas promessas a Abraão, e ele apresenta Ismael diante do Senhor, pois se achava velho para ter um filho Gn 17.17- 18.

Atualizado em ( 29-Oct-2008 )
 
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