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Home arrow Novo Testamento arrow Romanos arrow Judas conscita a Batalhar pela Fé
Judas conscita a Batalhar pela Fé PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Administrator   
23-Apr-2008

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A salvação é algo comum a todos quantos em todos os lugares invocaram a Cristo como Senhor "À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso SENHOR Jesus Cristo, Senhor deles e nosso:" (I Coríntios 1: 2) (...) Judas sentiu a necessidade de concitar os cristãos a batalharem pela fé, ou seja, a lutarem pela doutrina do evangelho quando percebeu que algumas pessoas que se diziam cristãs estavam pervertendo a mensagem do evangelho.

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JUDAS, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados, santificados em Deus Pai, e conservados por Jesus Cristo: Misericórdia, e paz, e amor vos sejam multiplicados.

Judas identifica-se aos destinatários da carta e demonstra ser irmão na carne de Jesus. Perceba que ele não utiliza o fato de ter sido irmão na carne de Cristo para se arrogar no direito de escrever na qualidade de apóstolo.

Judas e Tiago eram filhos de Maria e José, e por sua vez, irmãos de Cristo "Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas?" (Mateus 13: 55).

Observe que Judas não se arroga no direito de ser tido por apóstolo de Cristo (v. 17), porém, demonstra que submeteu-se ao senhorio de Cristo como todos os outros cristãos "Judas, servo de Jesus Cristo..." (v. 1).

Foi na condição de servo (um dos seguidores de Cristo), que Judas escreveu aos 'chamados', ou seja, àqueles que ouviram a mensagem do evangelho.

Através da mensagem do evangelho os cristãos foram chamados para pertencer ao Senhor Rm 1: 6. Por pertencerem ao Senhor Jesus, os cristãos passaram a ser nomeados santos, nome este que decorre da nova condição em Cristo Rm 1: 7.

Os homens que aceitam a proposta do evangelho (chamado) por intermédio da fé, são santificados em Deus Pai. Como se dá a santificação em Deus Pai? Os que são chamados, ou seja, que ouvem a mensagem do evangelho, recebem poder para serem feitos (criados) filhos de Deus Jo 1: 12.

Esta nova criatura proveniente do poder criativo de Deus pertence e é de uso exclusivo de Deus Ef 4: 24; II Co 5: 17. Enquanto a velha criatura proveniente da semente corruptível de Adão é toda em pecado, a nova criatura é proveniente da semente incorruptível, que é a palavra de Deus, toda em justiça e santidade I Pe 1: 23; Ef 4: 24.

A raiz da qual se origina a palavra 'santificados' e outras correlatas, é proveniente do vocábulo grego "hágios", e significa 'o sublime', 'o consagrado', 'o venerável', sem qualquer referência a moral ou ao comportamento.

Quando o 'servo' de Jesus, Judas, escreveu que os cristãos 'são santos', ele utilizou a raiz do vocábulo grego 'hagios', demonstrando que os cristãos eram verdadeiramente santos por terem sido de novo criados participantes da natureza divina II Pe 1: 4, em verdadeira justiça e santidade.

Em momento algum vemos a idéia de gradação na santificação, ou que a santificação é um processo. A idéia de que a santificação é um processo decorre do trabalho de lexicógrafos, que ao longo dos anos vêm 'amalgando' ao significado da palavra santidade 'aquilo que merece e exige reverência moral e religiosa'.

Na salvação não há qualquer participação do homem, visto que, para a salvação é preciso nascer de novo. Para ser salvo, basta ao homem crer na mensagem do evangelho, e Deus há de operar o milagre da Regeneração, a sua obra perfeita Jo 6: 29.

Desta forma, segue-se que os de novo nascidos segundo a semente de Deus são guardados em Jesus Cristo, como bem demonstrou o apóstolo Paulo: "E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá" (I Pedro 5: 10).

É Deus quem chamou os cristãos à sua eterna glória por intermédio do evangelho de Cristo, e ele mesmo há de conservá-los irrepreensíveis até a vinda de Cristo I Ts 5: 23- 24.

Quando Judas saudou os cristãos nos mesmos moldes que os apóstolos, eles o fez confiado em Deus que haveria de multiplicar misericórdia, paz e amor.

A misericórdia, a paz e o amor decorrem do evangelho de Cristo. Quando Judas solicita a Deus que se multipliquem estas benesses presente no evangelho, ele tem em mente a mesma oração do apóstolo Paulo: "E oro para que, estando arraigados e fundados em amor, possais perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade" (Efésios 3: 18).

O amor de Cristo já foi derramado sobre os cristão em misericórdia, paz e caridade, porém, é preciso compreender qual a dimensão deste amor. A compreensão revelará as benesses que foram concedidas sem medida.

 

Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos. Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo.

Judas demonstra que a sua epístola é fruto de uma necessidade.

Por causa de alguns homens ímpios, ele viu-se obrigado a concitar os cristãos a lutarem incessantemente pelas verdades do evangelho.

Através destas frases fica demonstrado que, por ser irmão na carne de Cristo, Judas não se considerava privilegiado quanto a salvação.

A salvação é algo comum a todos quantos em todos os lugares invocaram a Cristo como Senhor "À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso SENHOR Jesus Cristo, Senhor deles e nosso:" (I Coríntios 1: 2).

Judas sentiu a necessidade de concitar os cristãos a batalharem pela fé, ou seja, a lutarem pela doutrina do evangelho quando percebeu que algumas pessoas que se diziam cristãs estavam pervertendo a mensagem do evangelho.

Estes indivíduos que se introduziram em meio ao ajuntamento solene dos que professavam a fé em Cristo e que estavam ensinando doutrinas proveniente de uma concepção ímpia, jamais conseguiriam compuscar a Igreja de Deus.

Não podemos confundir o ajuntamento solene de pessoas, onde os ímpios também podem comparecer, com a Igreja de Deus, que é formada somente por aqueles que tornaram-se membros do corpo de Cristo pela fé.

Os homens que comparecem ao ajuntamento solene dos cristãos o fazem dissimuladamente, porém, procuram transtornar o evangelho impondo a libertinagem, e negam a Cristo, único Senhor e Deus.

Desde que iniciou-se a proclamação do evangelho aos povos, os seguidores de Jesus foram perseguidos e confrontados com outras doutrinas. Num primeiro momento os cristãos foram atacados pelos judaizantes, que alegavam ser necessário aos cristãos circuncidarem-se e a guardar a lei, embora Jesus não tenha dado mandamento algum "Porquanto ouvimos que alguns que saíram dentre nós vos perturbaram com palavras, e transtornaram as vossas almas, dizendo que deveis circuncidar-vos e guardar a lei, não lhes tendo nós dado mandamento" (Atos 15: 24).

Os judaizantes queriam deitar fermento à massa "Um pouco de fermento leveda toda a massa" (Gálatas 5: 9), e concitava os cristãos a se circuncidarem. Paulo, porém, alerta que tal apelo é fruto de um outro evangelho Gl 1: 6- 7, que tal chamado não é proveniente de Cristo Gl 5: 8, e que estes homens querem submeter novamente os cristãos à escravidão.

Os judaizantes queriam fazer os cristãos a voltarem a confiar na carne, ou seja, em elementos proveniente da origem em Abraão e na lei Gl 5: 13. O apóstolo Paulo que poderia e tinha elementos para confiar na sua carne, deixou de fazê-lo para ganhar a Cristo Fl 3: 4.

Porém, o amado irmão Judas estava enfrentado outra categoria de indivíduos dissimulados. O modo como Judas os descreve, aparenta ser indivíduos dentre os gentios que ouviram a mensagem do evangelho, porém, que preferiram a libertinagem como proceder.

Temos de Judas uma confissão da deidade de Cristo, quando ele se refere a Cristo como Senhor, o único Deus anunciado no A. T., o Salvador Rm 10: 9.

O intuito dos que querem transtornar o evangelho é uma flagrante ação do anticristo, visto que, a ação dele é negar a Cristo comprometendo a verdade do evangelho "Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho" (I João 2: 22).

A exortação de Judas é idêntica a que Paulo escreveu aos Filipenses: "O que é mais importante, deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo. Então, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais firmes em um mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho" Fl 1: 27.

 

Mas quero lembrar-vos, como a quem já uma vez soube isto, que, havendo o Senhor salvo um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu depois os que não creram; E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia; Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno.

Embora os cristãos já soubessem da necessidade de estarem engajados na defesa da verdade do evangelho, Judas escreveu para reavivar-lhes a lembrança.

Para relembrá-los da necessidade de perseverarem na fé, Judas apresenta três exemplos: a libertação de Israel do Egito, os anjos que não guardaram a sua posição e as cidades de Sodoma e Gomorra.

O mesmo Senhor que os homens ímpios estavam negando, é o Senhor que resgatou o povo de Israel da escravidão no Egito "E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo" (I Coríntios 10: 4).

Através desta pequena referência ao povo de Israel, Judas quer trazer a lembrança dos irmãos uma lição que eles já haviam aprendido. Sobre Israel e os que foram destruídos, podemos nos socorrer dos ensinamentos de Paulo.

Embora tenha sido resgatado do Egito um povo, nem todos eram israelitas de fato "Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas" (Romanos 9: 6). Da mesma forma, nem todos que se apresentavam na assembléia dos cristãos eram verdadeiramente membros do corpo de Cristo.

Os que pereceram no deserto eram descendentes de Abraão, porém, pela incredulidade que havia neles, não vieram a ser contados como filhos de Abraão. Na condição de povo eram israelitas, porém, por não crerem individualmente, não puderam ser contados como filhos de Deus.

Através desta pequena referência a Israel, Judas esperava que os cristãos considerassem que Deus resgatou a Israel da escravidão do Egito para tornar conhecido o seu nome em toda a terra, fazendo de Israel sua propriedade particular dentre todos os povos da terra "Mas, deveras, para isto te mantive, para mostrar meu poder em ti, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra" (Êxodo 9: 16).

Embora houvesse um povo livre do Egito, individualmente eles não confiavam em Deus, e foram destruídos. A exemplo, deveriam considerar que, para serem participantes do corpo de Cristo é preciso crer na verdade do evangelho.

Da mesma forma que foram destruídos os que não creram dentre o povo de Israel, os ímpios haveriam de ser destruídos conforme a condenação para qual havia sido destinados ao nascerem segundo a semente corruptível de Adão.

De igual modo não foram poupados os anjos que deixaram o seu principado. Eles estão debaixo de prisão eterna, visto que, para eles não há redenção.

A certeza do juízo deve soar como alerta para os incautos e impenitentes, para os que não se submetem ao Senhorio de Cristo e que querem transtornar o evangelho.

Os cristãos que considerarem que as cidades circunvizinhas a Sodoma e Gomorra também foram punidas por se entregarem as mesmas práticas, haveria de seguir a recomendação de Paulo: "Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais" (I Coríntios 5: 11).

Estas três pequenas citações de eventos do A. T. deve ser analisados e tidos como lembrete, para que os que seguem a Cristo não venha a ser enganados por homens que se introduzem dissimuladamente mas que tem por objetivo transtornar a doutrina do evangelho.

Atualizado em ( 01-Nov-2008 )
 
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