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Escrito por Administrator   
01-Nov-2008

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Pela morte com Cristo o homem carnal é desfeito (morre com Cristo), e surge (é criado) o novo homem, que é designado espiritual, em contra ponto ao carnal, que perante Deus é santo e irrepreensível. Por meio da morte foi riscado o escrito de dívida que pesava sobre o homem, pois em Cristo é criado um novo homem em verdadeira justiça e santidade Cl 2: 14.

A Pessoa de Cristo

18 E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência.

Ao falar da autoridade de Cristo sobre a igreja, Paulo utiliza uma figura de linguagem: 'cabeça do corpo, a igreja'.

Jesus como princípio é apresentado no versículo 17. Neste versículo Jesus é o princípio, visto que Ele inaugurou a nova criação de Deus, sendo Ele mesmo o primogênito dentre os mortos. 'Em Cristo' Deus faz nova todas as coisas.

Desta maneira, em tudo Cristo é preeminente. Adão era a figura daquele que havia de vir – e Jesus veio em carne, segundo a linhagem de Davi, mas foi declarado Filho de Deus em poder através da ressurreição dentre os mortos. Observe o a alerta: “Assim que daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne, e , ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já o não conhecemos deste modo” II Co 5. 16.

Pela ressurreição dentre os mortos Jesus passou a ser o primogênito dentre os mortos: Adão era figura daquele que havia de vir, e Cristo é o último Adão. Espírito vivificante que dá vida a todos que nele crêem. Desta forma, Ele é o último Adão, e por meio dele todos que crêem são feitos (criados) nova criatura: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” II Co 5. 17.

Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo II Co 5. 19.

 

19 Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse,

Através deste versículo conseguimos identificar o propósito principal da divindade: toda plenitude da divindade habitando corporalmente no último Adão, para que ele participasse da carne e do sangue dos homens Hb 2: 14.

Deste propósito decorre a salvação dos homens, onde os que crêem passam a ser participantes da carne e do sangue de Cristo, sendo criados filhos de Deus, participantes da natureza divina II Pe 1: 4, da mesma forma que Cristo participou da natureza humana Hb 2: 17.

 

20 E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus.

Por meio do sangue de Cristo, Deus estabeleceu a paz, reconciliando consigo mesmo todas as coisas.

Deus reconciliou gentios e judeus, e reconciliou os homens com sigo mesmo, destruindo a inimizade estabelecida no pecado, que teve origem na queda da humanidade em Adão Ef 2: 16.

O contexto agora é de conscientização, onde Paulo descreve os eventos que ocorreram na vida daqueles que aceitaram a graça do evangelho. Paulo não se inclui na explanação.

 

21 A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou

Geralmente quando o apóstolo Paulo conscientiza os cristãos, ele não se inclui na narrativa. Compare:

“É também nele que vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação” Ef 1: 13;

“A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora vos reconciliou...” Cl 1: 21.

A inimizade dos homens para com Deus sempre esteve no entendimento, visto que, por meio de Cristo, todos os homens têm livre acesso a Deus.

“Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho...” II Co 4: 3- 4;

“Entenebrecidos no entendimento separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração” Ef 4: 18;

“...antes o seu entendimento e consciência estão contaminados” Tt 1: 15; II Pd 1: 3.

As obras más é que embotam o entendimento dos homens, visto que Deus nunca declarou ser inimigo dos homens. Deus sempre amou os pecadores e entregou o seu Filho em regate dos perdidos, demonstrando que ele não tem em conta as obras más dos homens.

O homem, por ignorar que Deus sempre esteve com as mãos estendidas para salvar, acaba por considerar que Deus lhe é inimigo, visto que as suas obras são más.

Jesus falou deste entrave a Nicodemos: “Todo aquele que pratica o mal aborrece a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas” Jo 3: 20. Segue-se que, aparte de Cristo, ninguém tem acesso a Deus. Como ir a Luz? Pela prática de boas ações? Não! O homem se achega a Deus por intermédio de Cristo. Mas, Deus prova o seu amor ao conceder Cristo quando ainda éramos pecadores.

Quando se compreende que Deus ama o mais vil pecador, e que Cristo por ele se entregou, ai sim, o pecador vai até Deus confiante que as suas obras más não são levadas em conta, e sim, o seu amor, que cobre multidão de pecados.

Ao abandonar a ignorância, ou a cegueira espiritual, claramente se vê que as boas obras somente são possíveis quando o homem esta em Deus, pois elas são produzidas em Deus Jo 3: 21. Claramente se vê que é impossível ao velho homem proceder dignamente perante Deus.

No passado os cristãos eram inimigos de Deus, estranhos à aliança, sem Deus no mundo Ef 2: 12, mas agora...

 

22 No corpo da sua carne, pela morte, para perante ele vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis,

...os cristãos foram reconciliados com Deus no corpo da carne de Cristo, e através de sua morte.

A reconciliação com Deus não se deu em seu corpo glorioso, antes no corpo da carne. Esta verdade pode ser verificada ao lermos “Em verdade, em verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vos mesmo” Jo 6: 53.

Só através do corpo de Cristo é que se abre o novo e vivo caminho para que o homem tenha acesso a Deus “Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne” Hb 10: 20.

Pela morte com Cristo o homem carnal é desfeito (morre com Cristo), e surge (é criado) o novo homem, que é designado espiritual, em contra ponto ao carnal, que perante Deus é santo e irrepreensível. Por meio da morte foi riscado o escrito de dívida que pesava sobre o homem, pois em Cristo é criado um novo homem em verdadeira justiça e santidade Cl 2: 14.

O objetivo de Cristo ao entregar-se em prol do pecador foi para apresentar diante de Deus homens santos, irrepreensíveis e inculpáveis, ou seja, conduzir à glória filhos a Deus.

É por causa desta verdade do evangelho que Paulo nomeia os cristãos de santos e fiéis em Cristo.

 

23 Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro.

Todas as benesses apresentadas por Paulo até aqui, tais como: idoneidade, herança, reino, redenção, amizade, santidade, irrepreensibilidade e inculpabilidade pertencem aos cristãos.

O único obstáculo do cristão é ele mesmo. Deus é fiel e todas as bênçãos concedidas tem em Cristo o sim. Resta ao crente permanecer fundado e firme na fé.

Fundados, estruturados, base sólida, sem demover-se na fé. O evangelho foi anunciado aos cristãos quando eles eram ainda pecadores, ou seja, eles ouviram acerca da esperança proposta. Com o ouvir vem a fé, e desta fé eles não podiam demoverem “...tenhamos forte consolação, nós, os que nos refugiamos em lançar mão da esperança proposta” Hb 6. 18.

É sobre este aspecto que Tiago diz da obra da fé: "Ora, a perseverança deve terminar a sua obra...", ou seja, sendo a perseverança produto da fé posta em prova, a perseverança conclui a obra da fé Tg 1: 3- 4.

O remetente da carta novamente se identifica e demonstra a sua atribuição no evangelho.

 

24 Regozijo-me agora no que padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja;

Paulo estava alegre no que ele padecia pelos cristãos. O sofrimento de Paulo não era causa de tristeza, pois ele mesmo se propôs sofrer em prol do evangelho.

“Na minha carne” refere-se ao corpo físico de Paulo, o que remete ao sofrimento de Cristo quando na carne. Paulo não utiliza o termo ‘corpo’       com relação a sua estrutura física, mas o termo carne, para demonstrar que ele também faz parte do corpo de Cristo, a igreja.

Devemos prestar muita atenção no contexto para ser possível definir o significado da palavra carne. Carne pode referir-se ao 'corpo físico', a 'herança genealógica',  ou a 'natureza herdada de Adão'. 

“Para ver se de alguma maneira posso incitar à emulação os da minha carne e salvar alguns deles” Rm 11:14 – Paulo refere-se aos hebreus.

“E não rejeitastes, nem desprezastes isso que era uma tentação na minha carne, antes me recebestes como um anjo de Deus, como Jesus Cristo mesmo” Gl 4:14 – Paulo refere-se ao seu corpo físico.

“Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem” Rm 7:18 – Paulo refere-se a natureza herdada de Adão.

 

25 Da qual eu estou feito ministro segundo a dispensação de Deus, que me foi concedida para convosco, para cumprir a palavra de Deus;

O contexto muda novamente: Paulo faz uma retrospectiva na escrita da carta para apresentar um panorama completo de tudo que ele escreveu até o presente versículo.

Paulo reafirma a sua condição de ministro da igreja de Deus Cl 1. 1; Cl 1. 23 e Cl 1. 25. O ministério de Paulo foi concedido, não para proveito próprio, antes para cumprir a palavra de Deus e em prol dos cristãos.

 

26 O mistério que esteve oculto desde todos os séculos, e em todas as gerações, e que agora foi manifesto aos seus santos;

O mistério de Deus é Cristo, que foi revelado aos seus santos, conforme ele descreveu anteriormente Cl 1. 15- 20.

O mistério revelado demonstra Cristo nos cristãos, dando-lhes acesso à glória de Deus.

 

27 Aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória;

Deus quis revelar o mistério que dantes estava oculto entre os gentios, e não aos judeus – Cristo, a esperança da glória. Cristo em seus santos é esperança da glória.

"Em Cristo" e "Cristo em vós" refere-se a mesma condição: nova criatura! 

 

28 A quem anunciamos, admoestando a todo o homem, e ensinando a todo o homem em toda a sabedoria; para que apresentemos todo o homem perfeito em Jesus Cristo;

O evangelho era anunciado pelos apóstolos com o objetivo de apresentar aqueles que cressem perfeitos em Cristo. Todos os que crêem em Jesus conforme diz as escrituras, estes são perfeitos diante de Deus.

Paulo exorta e ensina a todos com sabedoria consciente da responsabilidade imposta I Co 9: 16.

 

29 E para isto também trabalho, combatendo segundo a sua eficácia, que opera em mim poderosamente.

O trabalho de Paulo consistia em apresentar a Deus homens perfeitos em Cristo. Ele demonstra que o seu trabalho e a sua batalha é segundo a eficácia de Deus, que nele operava poderosamente.

O que Paulo proclamou aos cristãos acerca da força e fortaleza de Deus Cl 1. 11, ele demonstra que esta mesma força e poder operava por meio dele eficazmente.

Atualizado em ( 01-Nov-2008 )
 
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